Que tal um drinque?

Arak - Restaurante Abuzuz

Reunir os amigos em volta da mesa para uma boa conversa é um prazer que pode ficar ainda mais agradável se você servir o arak. Essa é uma bebida bastante tradicional no Líbano, pronuncia-se árak, um destilado árabe de uvas, que também pode ser obtido de tâmaras, com infusão em anis. O arak é uma bebida transparente com graduação alcoólica de 45,9%vol, Sim, é uma bebida para os fortes.

Como surgiu?

As primeiras notícias que se tem dessa bebida é que ela foi produzida há quatro milhões de anos pelos egípcios que resolveram misturar as sementes de anis à aguardente de uva. Assim surgiu uma das bebidas mais populares do Oriente Médio (Líbano, Síria, Palestina, Jordânia, Iraque e Israel). O arak é envelhecido em potes de argila por 12 meses para depois ser engarrafado.

Como se bebe?

O arak deve ser misturado com água. Para compor esse drinque o ideal é usar um copo alto e adicionar 1/3 de arak e 2/3 de água com muito gelo. Após a mistura, o arak muda de cor e o drinque ganha uma nova tonalidade, se torna branco leitoso. Devido a essa alquimia a bebida é também conhecida por leite de leões ou leite de camelo.

O arak harmoniza muito bem com o mezzé, uma degustação de vários pratos da culinária árabe como: homus, babaganuche, chanclich, tabule, coalhada fresca com pepino, batatas com gergelim, cordeiro, fatuche, picles, azeitona, linguiça síria, fígado, miolo, quibe cru… tudo acompanhado pelo pão sírio.

Venha experimentar esse aperitivo no Restaurante Abu-Zuz!

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Texto publicado na Folha de São Paulo no caderno Comida

O FAMINTO

Comida sem frescura

Novas delícias em velhos lugares

ANDRÉ BARCINSKI

Espero que o sanduíche de miolo não fique com ciúme, mas a linguiça síria com ovo virou minha favorita

Descobrir novos restaurantes é um dos grandes prazeres da vida. Nada como achar um lugar novo e inexplorado, daqueles que você conta aos amigos com entusiasmo e vira freguês.

Quase tão bom é descobrir pratos em restaurantes que você já conhece. A reação é sempre a mesma: “Por que nunca pedi isso antes?”.

Experimentei uma dessas descobertas há poucas semanas, quando retornei ao Abu-Zuz (r. Miller, 622, Brás, tel. 11/xx/3315-9694), um de meus restaurantes libaneses prediletos em São Paulo.

Localizado no Brás, o Abu-Zuz só abre para almoço e serve uma iguaria capaz de me fazer correr ao bairro sem me importar com a distância: o sanduíche de miolo. Trata-se de um shawarma de pão sírio com miolo cozido, salsinha, pasta de alho, pepino em conserva e tomate. Custa R$ 12 e vale um almoço.

Para o cliente, o problema de ter uma opção tão tentadora no cardápio, especialmente uma com miolo, item cada vez mais raro na cidade, é que você acaba não testando o

resto dos pratos. Por sorte, o amigo com quem fui ao Abu-Zuz pediu um prato inédito para mim: a linguiça síria com ovo.

Espero que o sanduíche de miolo não fique com ciúme, mas esse prato virou meu favorito. Vem numa travessa estalando, serve duas pessoas e custa R$ 30 (ou R$ 19 a porção individual). Experimente comer os ovos com linguiça em cima de um pão sírio crocante, com azeite. Uma delícia.

Para quem vai ao Abu-Zuz pela primeira vez, sugiro ir aos sábados, quando o movimento é mais tranquilo, e as famílias libanesas matam a saudade da comida da terrinha. Em dias de semana, o local fica lotado de gente comendo quibes e esfihas, sempre ótimos.

No sábado em que fui, um dos donos do Abu-Zuz, o simpático sr. Pierre, conversava com uma família numerosa, que contava com várias gerações de famintos, de crianças a idosos que pareciam ter mais de 90 anos. Um clima muito hospitaleiro e familiar.